Um senhor galante

Hoje me aconteceu uma cena dessas de filme romântico. Fui almoçar no restaurante de sempre, quando de repente fui abordada por um homem extremamente educado, que perguntou sobre a pedra do meu colar. Respondi e ele retrucou que foi só uma desculpa para elogiar meus olhos, que combinavam com o colar. 
Ele se sentou perto de mim e continuamos uma agradável conversa, cheia de risadas e galanteios. Um homem culto, que estudou bastante, maduro e aparentemente com uma vida estável. Um grande galanteador, poeta e gentil. Ousado na medida certa.
O ápice do almoço foi quando levantei-me para sair e ele deu a última cartada para conquistar meu coração. 


A essa altura, as poucas pessoas no restaurante prestavam atenção, porque a conversa era bem agradável e eu não parava de dar risada. Quem conhece minha risada sabe o motivo. Ela não é nada discreta.

Pois não é que fui pedida em casamento, em plena Nosso Pão, no meio de um monte de gente desconhecida? Claro que me senti lisonjeada, mas tive que recusar.
Isso provocou tristeza no homem apaixonado, que recitou os últimos versos e se despediu, com o coração partido.
O galante senhor tinha no mínimo uns 70 anos de idade. Natural de Passos, estava em Uberlândia para o velório de um amigo. Como eu gosto de gente mais velha, fui levando a conversa naturalmente, sem pensar que o cupido havia atingido o coração daquele jovem senhor.
Confesso que poucas vezes vi um homem de tamanha atitude, mesmo entre os mais jovens. Tivesse ele uns vinte anos a menos, estaria eu preparando o vestido de noiva.
Coisas que só acontecem comigo, que adoro conversar com estranhos. Mas que foi ótimo e divertido, isso foi!

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